"A integração de mídias na educação é um processo complexo que requer um olhar mais abrangente sobre as novas formas de ensinar, aprender, bem como de se relacionar com o conhecimento e com o mundo."(PRADO e MOREIRA, 2010, p.1)
Nesse sentido, ao refletir sobre o contexto escolar que atuo, posso dizer que os aspectos que considero necessários para desenvolver um trabalho pedagógico sólido e que venha promover a integração das mídias no contexto escolar de forma consciente e eficaz, perpassam por um único eixo: a formação dos professores.
O primeiro passo seria realizar estudos com o corpo docente sobre como se processa a construção do conhecimento, o desenvolvimento das estruturas mentais e do pensamento através de leituras sobre as pesquisas desenvolvidas por Piaget, Vygotsky e Freud. Com isso, poderia abranger seus olhares sobre as formas de aprender e consequentemente de ensinar, refletindo sobre s ação pedagógica que vêem aplicando e por fim buscando no coletivo reconstruir suas práticas pedagógicas, partindo assim da ideia que o sujeito constrói o conhecimento na interação com o mundo dos objetos e das pessoas, e que esta construção necessita do auxílio de indivíduos mais experientes, que podem facilitar o processamento/organização da informação, de forma que o aprendiz seja desfiado a pensar sobre o que faz, havendo assim a compreensão e não apenas imitação/repetição de ações. Logo, na escola, o professor é esse sujeito mais experiente que interage com seu aluno, fazendo-o compreender, modificando suas estruturas mentais, ou seja, construindo conhecimento.
Num segundo momento, já cientes de alguns fundamentos que regem o processo de aprendizagem pelos sujeitos, caberia uma reflexão com o professorado sobre a prática de projetos educacionais, a fim de levar a compreensão de que segundo Freire (1970), Hernandez & Ventura ( 1998) e Torres (2001), trata-se de uma estratégia pedagógica capaz de tornar a aprendizagem contextualizada no interesse do aluno, relacionando-a às situações familiares ao aprendiz, além de permitir a integração de situações educacionais fora da sala de aula, confrontando visões de mundo diferentes e ajudando os estudantes a estarem mais motivados e engajados no que estão realizando na escola, uma vez que aprendem de maneira significativa os conceitos envolvidos nos temas em estudo.
Com isso, os educadores poderiam compreender que trabalhar com projetos é criar situações desafiadoras de aprendizagem que envolva pesquisa, aprofundamento e sistematização dos conceitos disciplinares que respondam a um problema a ser resolvido, e não uma forma diferente de transmitir informações prontas ao aluno.
Com base na primeira e segunda etapa, poderíamos iniciar a terceira, fazendo um levantamento e apresentação aos professores de todos os recursos tecnológicos e midiáticos disponíveis na escola, realizando em seguida um estudo pedagógico sobre suas finalidades educacionais e como utilizá-los nos processos de ensino-aprendizagem, a fim de significar, enriquecer e colaborar para a construção do conhecimento vivenciado pelos alunos na sala de aula mediante os objetivos didáticos traçados pelo professor.
Portanto, o trabalho pedagógico com mídias se fortalecerá se nós educadores tivermos conhecimento primeiramente sobre como funciona os processos de ensino-aprendizagem, para que conscientemente saibamos empregar adequadamente o uso dos vários recursos tecnológicos que temos disponíveis como meio para alcançarmos os objetivos em sala de aula.
Logo, a mediação entre o conhecimento dos processos de ensino-aprendizagem e a integração de mídias na escola, se dará pela prática pedagógica por projetos, que segundo Valente (2002), é uma forma de envolver o aluno, o professor, as tecnologias disponíveis, a escola e o que há fora dela, bem como todas as interações que se estabelecem neste ambiente de aprendizagem para construir conhecimento.
Porém, vale salientar que para que esta formação de professores possa acontecer efetivando-se os processos de construção do conhecimento entre educador e educando, é necessária uma mobilização consciente dos órgãos de educação, afim de priorizar o tempo de estudo pedagógico do professor no ambiente escolar, uma vez que apenas o cumprimento dos 200 dias letivos e uma jornada dupla de trabalho em sala de aula não têm garantido muitos avanços na qualidade do ensino.
Referências Bibliográficas
PRADO, Maria Elisabette; MOREIRA, Maria Elizabeth Almeida e Maria da Graça. Escola: Espaço Integrador das Mídias. CCEAD: Curso de Especialização Tecnologias da Educação (Mídias na educação: a prática do formador)- PUC RIO / MEC. 2010. 7p. Disponível em: http://eproinfo.mec.gov.br/webfolio/Mod84187/ME_UNIDADE6_VERSAO_IMPRESSA.pdf. Acesso em: 15 ago 2010.
VALENTE, José Armando. Repensando as situações de aprendizagem: o fazer e o compreender. In: PGM 4 -Tecnologia e práticas diversificadas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/te/tetxt4.htm. Acesso em 15 ago 2010.
Nesse sentido, ao refletir sobre o contexto escolar que atuo, posso dizer que os aspectos que considero necessários para desenvolver um trabalho pedagógico sólido e que venha promover a integração das mídias no contexto escolar de forma consciente e eficaz, perpassam por um único eixo: a formação dos professores.
O primeiro passo seria realizar estudos com o corpo docente sobre como se processa a construção do conhecimento, o desenvolvimento das estruturas mentais e do pensamento através de leituras sobre as pesquisas desenvolvidas por Piaget, Vygotsky e Freud. Com isso, poderia abranger seus olhares sobre as formas de aprender e consequentemente de ensinar, refletindo sobre s ação pedagógica que vêem aplicando e por fim buscando no coletivo reconstruir suas práticas pedagógicas, partindo assim da ideia que o sujeito constrói o conhecimento na interação com o mundo dos objetos e das pessoas, e que esta construção necessita do auxílio de indivíduos mais experientes, que podem facilitar o processamento/organização da informação, de forma que o aprendiz seja desfiado a pensar sobre o que faz, havendo assim a compreensão e não apenas imitação/repetição de ações. Logo, na escola, o professor é esse sujeito mais experiente que interage com seu aluno, fazendo-o compreender, modificando suas estruturas mentais, ou seja, construindo conhecimento.
Num segundo momento, já cientes de alguns fundamentos que regem o processo de aprendizagem pelos sujeitos, caberia uma reflexão com o professorado sobre a prática de projetos educacionais, a fim de levar a compreensão de que segundo Freire (1970), Hernandez & Ventura ( 1998) e Torres (2001), trata-se de uma estratégia pedagógica capaz de tornar a aprendizagem contextualizada no interesse do aluno, relacionando-a às situações familiares ao aprendiz, além de permitir a integração de situações educacionais fora da sala de aula, confrontando visões de mundo diferentes e ajudando os estudantes a estarem mais motivados e engajados no que estão realizando na escola, uma vez que aprendem de maneira significativa os conceitos envolvidos nos temas em estudo.
Com isso, os educadores poderiam compreender que trabalhar com projetos é criar situações desafiadoras de aprendizagem que envolva pesquisa, aprofundamento e sistematização dos conceitos disciplinares que respondam a um problema a ser resolvido, e não uma forma diferente de transmitir informações prontas ao aluno.
Com base na primeira e segunda etapa, poderíamos iniciar a terceira, fazendo um levantamento e apresentação aos professores de todos os recursos tecnológicos e midiáticos disponíveis na escola, realizando em seguida um estudo pedagógico sobre suas finalidades educacionais e como utilizá-los nos processos de ensino-aprendizagem, a fim de significar, enriquecer e colaborar para a construção do conhecimento vivenciado pelos alunos na sala de aula mediante os objetivos didáticos traçados pelo professor.
Portanto, o trabalho pedagógico com mídias se fortalecerá se nós educadores tivermos conhecimento primeiramente sobre como funciona os processos de ensino-aprendizagem, para que conscientemente saibamos empregar adequadamente o uso dos vários recursos tecnológicos que temos disponíveis como meio para alcançarmos os objetivos em sala de aula.
Logo, a mediação entre o conhecimento dos processos de ensino-aprendizagem e a integração de mídias na escola, se dará pela prática pedagógica por projetos, que segundo Valente (2002), é uma forma de envolver o aluno, o professor, as tecnologias disponíveis, a escola e o que há fora dela, bem como todas as interações que se estabelecem neste ambiente de aprendizagem para construir conhecimento.
Porém, vale salientar que para que esta formação de professores possa acontecer efetivando-se os processos de construção do conhecimento entre educador e educando, é necessária uma mobilização consciente dos órgãos de educação, afim de priorizar o tempo de estudo pedagógico do professor no ambiente escolar, uma vez que apenas o cumprimento dos 200 dias letivos e uma jornada dupla de trabalho em sala de aula não têm garantido muitos avanços na qualidade do ensino.
Referências Bibliográficas
PRADO, Maria Elisabette; MOREIRA, Maria Elizabeth Almeida e Maria da Graça. Escola: Espaço Integrador das Mídias. CCEAD: Curso de Especialização Tecnologias da Educação (Mídias na educação: a prática do formador)- PUC RIO / MEC. 2010. 7p. Disponível em: http://eproinfo.mec.gov.br/webfolio/Mod84187/ME_UNIDADE6_VERSAO_IMPRESSA.pdf. Acesso em: 15 ago 2010.
VALENTE, José Armando. Repensando as situações de aprendizagem: o fazer e o compreender. In: PGM 4 -Tecnologia e práticas diversificadas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/te/tetxt4.htm. Acesso em 15 ago 2010.


Um comentário:
Olá, Jaqueline!
Se este foi o tema que vc. escolheu para sua monografia,fez boa escolha, pois como sabemos precisamos estar integrado às novas mídias e assim nos tornarmos professores do sec.XXI. Quem sabe?
Excelente seu blog
Parabéns!
Bjs.
Tereza
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